Dançart

Adoro o que faço e comprei muita briga para poder ser jornalista. Tenho muito orgulho da minha profissão e tenho a real dimensão da importância do meu trabalho, que é informar a sociedade de forma correta.

Mas… se há uma profissão que invejo é a de dançarino. Dançarinos bem sucedidos, claro – rsrs. Aqueles que podem viver de dança – certamente passando por muitas dificuldades, como em qualquer profissão.

Amo dança. Amo dançar. Amo assistir a pessoas dançando. Adoro a plástica dos movimentos de dançarinos profissionais e a graciosidade com que os executam. É encantador e envolvente.

Se, como eu, você é um apaixonado por essa arte, segue a dica: entre os dias 19 e 21 de agosto acontece em Teresina o 3º Dançart. O evento terá workshops de Samba de Gafieira, Tango, Salsa e Zouk, com participação de grandes nomes da dança nacional, como Jaime Aroxa e Bianca Gonzalves (RJ), e os campeões brasileiros de Salsa, Carine Moraes e Rafael Barros (SP).

Aos meus amigos, meus amores

Minha mãe sempre reclama que ligo mais para meus amigos que para mim mesma. Tem nada, não, mãe. Eu sou assim mesmo – muito menos ultimamente, é verdade. Gosto de tratar bem as pessoas de quem eu gosto, de lhes dar atenção e carinho – apesar dos abomináveis momentos de ‘eu já sabia’.

Gosto de me mostrar disponível, de ajudar, de ser solicita. Ora, é o mínimo que pessoas tão especiais merecem.

Pessoas especiais por me ensinarem a cada dia, por terem colaborado/colaborarem para eu ser aquilo que eu sou – com minhas virtudes e defeitos. Pessoas que me ajudarem a ser mais tolerante, menos impulsiva, mais coerente, menos controladora, mais flexível, menos possessiva, mais compreensiva, menos dona da razão. Que riram, choraram, viram e reviram filmes, choraram vendo filmes bestas, racharam Mc Donalds, viajaram, decidiram e voltaram atrás, estudaram, farrearam, furaram filas, penetraram festas, contaram moedas, aproveitaram liquidações, sempre estiveram comigo.

Quer sejam pessoas com quem escrevo tratados pelo MSN todos os dias (BIÁ /“Mingau”), sejam as eternas companheiras de viagens (DAN e KARLA, A JOUSE), de melodramas (ICK), de realismo (Lívia), de devaneios (LYZA), de festas ‘a trabalho’ (ALINE SOL), de risadas (NARCÍSIO).

Não importa se os laços que nos unem são de admiração (EVELINE), de nostalgia (CEL), de entusiasmo (DOUG), de ‘desrespeito’ (LUCAS), familiares (ÉRICA, MICHELE), de cumplicidade (RAFAEL ORSANO, o futuro marido), de gratidão (NARÉGIA), de afeto (LAY).
Tudo isso tudo pouco importa.

Assim como também não tem a menor importância se já não nos vemos há anos (CAROL FAGUNDES), se essa pessoa mora do outro lado do mundo (HEITOR), se nos falamos quase nunca (DUDU), se os reencontros são cada vez mais estranhos (XICO).
Tudo isso é bobagem.

O que importa é o que cada um representa em nossas vidas.

Mérito

‘Seis das 50 melhores escolas do Brasil são de Teresina’, estampam as manchetes de jornais e portais piauienses.

Teresina é a capital do terceiro estado mais pobre do país, de acordo com o ‘ranking’ do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Organização das Nações Unidas – que mede fatores como expectativa de vida e escolaridade.

Teresina é a capital brasileira com menor Produto Interno Bruto, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Porém, Teresina tem seis das 50 melhores escolas do país, segundo o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio 2009. E esse resultado nem é ‘coisa nova’. A cada ano, as mais tradicionais e/ou festejadas escolas do estado repetem o bom desempenho no Enem.

Quantitativamente, Teresina teve mais colégios entre os 50 primeiros que Minas Gerais, rico estado da (ainda mais rica) região Sudeste.

Quem conhece Teresina apenas por suas aparições no noticiário nacional como cidade pobre e pacata, pode até se surpreender com esse dado. Já para teresinenses e milhares de piauienses de outras cidades radicados na capital, isso não é novidade.

Em vestibulares e concursos em todo o país, os teresinenses são o alvo a ser batido. Aliás, aqueles que puderam estudar na boa rede privada de ensino da capital são o alvo a ser batido.

Isso porque nossa rede pública de ensino até avançou, como me confirmou a Secretária de Ensino Básico do Ministério da Educação, Maria do Pilar – que participou de um evento em Teresina na última quinta-feira, mas ainda necessita de maior atenção.

Pilar foi clara: “o Piauí avançou muito, temos tido bons resultados. Mas há um atraso histórico, de 100, 200 anos, que precisa ser revertido”. Sua fala é preocupante. É como participar de uma corrida de velocidade com uma hora de atraso em relação aos demais competidores.

À luta, então.

Dica

Não estou recebendo nem um centavo pela propaganda. É apenas para compartilhar a ‘descoberta’.

Há muito tempo não ia ao Porto das Barcas, em Parnaíba (PI), para curtir um barzinho e tal.

Neste final de semana tive uma grata surpresa. Não sei se é novo, mas adorei um bar chamado ‘Aventure’. Pelo que entendi, é um bar de uma empresa de turismo que tem atuação nos destinos da Rota das Emoções (Jericoacoara-Delta do Parnaíba-Lençóis Maranhenses).

O bar é super charmoso, a música é boa (jukebox), o cardápio é variado e o preço não chega a assustar. O atendimento é bom e o ambiente é relaxante. Quem não quer ficar do lado de dentro (que tem uma decoração super legal) pode sentar-se em uma das mesinhas colocadas à margem do Rio Igaraçu, ‘em baixo da ponte’.

O cuidado com a correção das informações do cardápio (por sinal, bastante criativo) também me impressionaram. Outra coisa interessante é que os drinks à base de café (uma pedida forte do local) são feitos com café orgânico, proveniente da agricultura familiar (mas de Minhas Gerais – a agricultura familiar no Piauí ainda está longe de conseguir certificações internacionais para seus produtos).

Reuna uma boa turma de amigos e divirta-se (a minha consultoria é gratuita).

Megalomonia

Os argentinos têm mesmo mania de grandeza. Para aliviar a derrota histórica para a Alemanha no sábado (sim, de quatro), os hermanos já pensam em superar esse triste momento com um ‘Maracanaço’ em 2010, vencendo a final da próxima Copa em cima do Brasil e em nossa casa.

Não esqueçam, chicos: antes da final vêm as eliminatórias, a 1ª fase da Copa, as oitavas de final, depois as quartas de final.

Depois disso a gente se fala, ok?

“Vontade de ir praí, Prainha…”

Faço meus os versos da canção de Mariana Aydar.

Vontade de ir pra i, prainha
Vontade de ficar na minha
Onde o sol à tardinha se esconde
Onde a noite escura nem é
Onde o mar vem lavar o meu pé
Onde só não me sinto sozinha

Incrível como amo o mar, como ele me acalma e me inspira. Deve ser aquele balanço, aquela imensidão. Deve ser o desejo de tê-lo sempre por perto.

Talvez a areia fofa, a brisa que não cansa de soprar, o sol quase violento. O movimento dos coqueiros, o gostinho da água de coco. Talvez o reflexo da lua. Quem sabe não é sensação de finalmente relaxar?

No momento, só saudades…

Mais uma sobre jornalismo

O Jornal do Brasil anunciou que será o primeiro jornal impresso do país a se tornar totalmente digital. Fica aqui minha homenagem a quem me ensina o que é jornalismo todos os dias. Seja ele impresso ou não.

Felizes os que podem viver daquilo que amam fazer. Eu, a duras penas, venho tentando. E nessa tentativa tenho a honra de trabalhar com alguns dos mais talentosos dentre meus pares no Piauí.

Quisera eu ter a genialidade de uma Natacha Maranhão (carinhosamente chamada de ‘ídola’), a sensibilidade de um Marco Vilarinho ou a criatividade de um Flávio Meireles (que é da mesma geração que eu).

Fazemos aquilo que as pessoas insistem em dizer que ninguém mais lê, que no dia seguinte vira papel para embrulhar peixe ou mesmo que não terá dia seguinte.

Talvez esteja mesmo com os dias contados, mas o fazemos com a responsabilidade de quem sabe do impacto que as histórias que contamos podem ter na vida das pessoas. Fazemos com o amor daqueles que têm prazer em colocar no papel algo que pode modificar realidades ou apenas distrair alguém.

Sabemos que satisfazemos vaidades de uns e que representamos esperança para outros. Escrever é nossa vaidade e nossa angústia. É desafio. Há técnicas, regras, mas essa coisa de inspiração está muito aquém do talento e nenhuma delas substitui a paixão. Um “viva!”. Vivamos!

Bjos 😉